Durante muito tempo, o envelhecimento da pele foi associado quase exclusivamente à idade e à exposição solar. Hoje, porém, sabemos que alguns dos processos que mais influenciam a sua qualidade são silenciosos, cumulativos e fazem parte do quotidiano.
Um dos mais relevantes? O consumo de açúcar.
À primeira vista, pode parecer uma associação distante. No entanto, a nível biológico, existe um mecanismo que ajuda a explicar esta ligação de forma clara: a glicação.
O que acontece quando o açúcar interage com a pele?
A glicação é um processo natural que ocorre quando moléculas de açúcar se ligam a proteínas do organismo, formando compostos conhecidos como AGEs (advanced glycation end-products). Este processo não é exclusivo da pele, mas é nela que os seus efeitos se tornam particularmente visíveis ao longo do tempo.
Entre as estruturas mais afetadas encontram-se o colagénio e a elastina — proteínas essenciais para a firmeza, elasticidade e integridade cutânea. Quando sujeitas a processos de glicação, estas proteínas podem tornar-se mais rígidas, menos funcionais e mais difíceis de renovar.
Como consequência, a pele pode perder gradualmente a sua capacidade de se manter firme, uniforme e resistente.
Um processo silencioso, mas cumulativo
Um dos aspetos mais relevantes da glicação é o facto de não provocar alterações imediatas. Não existe um “antes e depois” evidente de um dia para o outro. Pelo contrário, trata-se de um processo progressivo e silencioso, que vai interferindo lentamente na qualidade da pele.
Isto ajuda a explicar porque, em alguns casos, mesmo com uma rotina de cuidados externos consistente, a pele pode apresentar alterações sem uma causa aparente. Na realidade, muitos destes sinais estão ligados a mecanismos internos que nem sempre são considerados no dia a dia.
Mais do que a quantidade isolada de açúcar, importa também a frequência de exposição. Pequenos consumos distribuídos ao longo do dia — muitas vezes presentes em alimentos processados ou bebidas — podem favorecer picos glicémicos repetidos e, consequentemente, reações contínuas de glicação.
Quando este contexto se associa a fatores como stress, privação de sono ou exposição ambiental, os efeitos podem intensificar-se, contribuindo para alterações progressivas na estrutura cutânea.
Uma visão mais integrada da saúde da pele
É dentro desta perspetiva que surgem formulações mais completas, pensadas para acompanhar a pele de forma global.
Combinações que integram péptidos de colagénio, ácido hialurónico, vitamina C e antioxidantes refletem esta evolução, ao articularem suporte estrutural, hidratação e proteção celular numa única abordagem.
Neste sentido, soluções que combinam múltiplos mecanismos de ação permitem uma resposta mais abrangente aos processos que influenciam a qualidade da pele ao longo do tempo.
O High Collagen alinha-se com esta abordagem integrada, reunindo componentes pensados para acompanhar os diferentes processos envolvidos na qualidade da pele — incluindo aqueles que não são imediatamente visíveis.
Disponível em sabores como frutos vermelhos e cítricos, a versão em pó do High Collagen foi recentemente reformulada e passou a ser adoçada com estévia, um edulcorante de origem natural. Esta evolução reflete uma abordagem mais alinhada com a saúde metabólica e com a crescente valorização de formulações mais naturais e equilibradas.
Para quem prefere uma alternativa mais prática e neutra, existe também a versão em cápsulas, que não requer qualquer tipo de edulcorante e permite integrar esta abordagem de forma simples no dia a dia.
Açúcar vs. edulcorantes: onde entra a estévia?
Para compreender melhor esta diferença, importa distinguir o papel do açúcar e dos edulcorantes no organismo:
Açúcar (sacarose)
Fonte de energia com valor calórico, contribui para o aumento da glicemia e pode participar em processos metabólicos como a glicação, associados à formação de AGEs e a alterações na estrutura da pele.
Sucralose
Edulcorante sintético de alta intensidade, utilizado em pequenas quantidades. Não afeta de forma significativa a glicemia nem a glicação, mas tem uma função exclusivamente adoçante, sem valor nutricional.
Estévia
Edulcorante natural proveniente da planta Stevia rebaudiana, com elevado poder adoçante e sem impacto relevante na glicemia. Está frequentemente associada a formulações mais naturais e a uma lógica de clean label.
Para além do visível
A forma como cuidamos da pele está a mudar — e isso implica olhar para além do óbvio.
Hoje, já não se trata apenas de reagir aos sinais visíveis, mas de compreender os mecanismos que os antecedem e agir de forma mais estratégica.
Porque, muitas vezes, o envelhecimento cutâneo não resulta apenas da passagem do tempo, mas da forma como o organismo responde, de modo contínuo e silencioso, aos estímulos a que está exposto. E é precisamente nessa dimensão invisível que reside uma das maiores oportunidades de intervenção.









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