Durante anos, a hidratação foi sinónimo de um único conselho: beber mais água. Hoje em dia, já não é tão exclusivo.
Atletas de elite, profissionais de saúde e pessoas cada vez mais informadas começaram a olhar para a hidratação de uma forma mais completa. Afinal, manter o equilíbrio hídrico do organismo vai além da quantidade de água ingerida.
A água é indispensável, mas a forma como é distribuída, absorvida e utilizada pelo organismo depende de diversos mecanismos fisiológicos.
Cerca de 60% do corpo humano é constituído por água:
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Na regulação da temperatura corporal;
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No transporte de nutrientes e oxigénio;
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Na eliminação de produtos do metabolismo;
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Na lubrificação das articulações;
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No funcionamento adequado das células.
No entanto, para que todas estas funções ocorram de forma eficiente, é essencial que exista um equilíbrio entre a água e os minerais presentes nos diferentes compartimentos do organismo.
A importância dos eletrólitos
Sempre que transpiramos, não perdemos apenas água. Perdemos também eletrólitos — minerais com carga elétrica, como o sódio, o potássio, o magnésio e o cloro — que desempenham um papel fundamental:
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Na condução dos impulsos nervosos;
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Na contração muscular;
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No equilíbrio osmótico;
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Na manutenção do volume dos fluidos corporais.
É este equilíbrio que permite que a água seja retida e utilizada onde é realmente necessária.
Em determinadas situações, como exercício físico prolongado, exposição ao calor ou elevada sudorese, a reposição exclusiva de água pode não ser suficiente para restabelecer o equilíbrio hídrico do organismo.
Uma hidratação mais personalizada
Nos últimos anos, a investigação científica tem vindo a demonstrar que uma estratégia de hidratação eficaz deve considerar fatores como:
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A intensidade e a duração da atividade física;
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A temperatura ambiente;
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A taxa individual de transpiração;
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A composição do suor, que varia significativamente entre indivíduos.
Esta abordagem mais personalizada representa uma mudança importante relativamente às recomendações generalistas que dominaram durante décadas.
Esta evolução não se limita ao desporto de alta competição. Quem pratica exercício físico de forma regular, trabalha muitas horas em ambientes quentes, viaja frequentemente, passa longos períodos ao ar livre ou procura otimizar o seu desempenho cognitivo e físico começou também a olhar para a hidratação de uma forma diferente.
Curiosamente, estudos sugerem que perdas de água equivalentes a apenas 1% a 2% do peso corporal podem estar associadas a alterações:
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Na capacidade de concentração;
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No tempo de reação;
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Na perceção de fadiga;
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No desempenho físico.
Embora estes efeitos dependam do contexto e da suscetibilidade individual, reforçam a importância de uma hidratação adequada antes mesmo do aparecimento da sede.
A sede nem sempre é o primeiro sinal
A sede continua a ser um mecanismo fisiológico essencial, mas nem sempre representa o primeiro sinal de que o organismo necessita de restabelecer o seu equilíbrio hídrico.
Em determinadas circunstâncias, quando a sensação de sede surge, algumas alterações fisiológicas já podem estar em curso.
É por isso que a pergunta «Estou a beber água suficiente?» deixou de ser o ponto principal.
Talvez a questão mais relevante seja:
«Estou a hidratar o meu organismo da forma mais inteligente?»
Porque é que os eletrólitos estão a ganhar destaque?
Os eletrólitos deixaram de ser um tema exclusivo do desporto de alta competição. Atualmente, fazem parte da conversa sobre hidratação em diferentes contextos, desde a prática de exercício físico até ao bem-estar diário.
Mas, afinal, o que são?
Os eletrólitos são minerais que, quando dissolvidos nos fluidos corporais, adquirem carga elétrica. Entre os mais conhecidos encontram-se:
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O sódio;
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O potássio;
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O magnésio;
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O cálcio.
Estes minerais participam em processos fisiológicos essenciais, incluindo:
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A transmissão dos impulsos nervosos;
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A contração muscular;
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O equilíbrio ácido-base;
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A regulação da distribuição da água entre os compartimentos intra e extracelulares.
Como já referido, durante a transpiração, o organismo perde não apenas água, mas também parte destes minerais.
Dependendo da duração e da intensidade do esforço físico, das condições ambientais e das características individuais, essa perda pode tornar relevante uma estratégia de reposição adequada.
É por isso que os eletrólitos têm despertado um grande interesse na comunidade científica e entre consumidores mais atentos à saúde e ao desempenho.
A hidratação deixou de ser vista apenas como ingestão de líquidos e passou a ser encarada como um processo fisiológico complexo, no qual o equilíbrio entre água e minerais desempenha um papel determinante.
Muito mais do que hidratação
Os eletrólitos são fundamentais para:
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O equilíbrio de fluidos;
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A função muscular;
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A função nervosa;
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O funcionamento normal do coração;
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O desempenho físico e a recuperação;
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O equilíbrio do organismo em situações de calor ou transpiração.
A visão da High Brands
Na High Brands, acreditamos que a ciência da suplementação está a evoluir para soluções cada vez mais funcionais, personalizadas e adaptadas às necessidades reais de cada momento do dia.
Procuramos acompanhar aquilo que a evidência científica nos mostra sobre o funcionamento do organismo.
E temos a sensação de que esta conversa vai ganhar ainda mais relevância nos próximos meses.









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